Oneshot: Surpresa de Aniversário

quinta-feira, outubro 13, 2011


Censura: Livre
Gênero: Suspense e Terror
Sinopse: Completar 18 anos não significa nada para Elizabeth, mas o que ela nunca imaginou era que essa data lhe traria tantas surpresas.



Surpresa de Aniversário
por: Mirela Lemos


Durante a adolescência não há uma coisa tão esperada quanto a maior idade, mas para mim isso não costuma ser algo que desejo, pois completar 18 anos não vai fazer com que eu não ganhe um par de meias da minha avó.
Era 9h00min. da manhã e todos em minha casa já estavam acordados.
Enquanto ainda estava debaixo dos cobertores passando o tempo, pude escutar alguém passar a mão na maçaneta da porta e entrar em meu quarto.
- Feliz aniversário querida! - disse minha mãe puxando os cobertores - Levanta! Sei que você está fazendo 18 anos hoje mas isso não significa que tenha que ficar dormindo até mais tarde!
- Não, não! Deixa eu dormir mais um pouco, por favor! - disse entre um choramingo e outro puxando o meu cobertor de volta.
- Estou indo no supermercado, quando voltar espero que não esteja mais nesta cama! - disse ela já fechando a porta.
Escutei o carro acelerar na garagem pouco minutos depois e quando estava quase cochilando ouvi a campainha tocar, será que todos haviam saído?
Antes mesmo de tocar pela terceira vez já estava descendo as escadas correndo com o meu pijama listrado azul, a escada de madeira rangia e me vez quase cair no último degrau.
Ao abrir a porta, me deparei com um homem de estatura média, bochechas rosadas, seu cabelo era tão branco que me lembrava pequenos flocos de neves.
- Entrega para a senhorita Elizabeth Willians - disse o homem mostrando um sorriso amarelo.
- Eu mesma. O que gostaria?
Ele me estendeu um envelope preto sem falar mais nada.
- Obrigada! - respondi automaticamente.
Procurei pelo remetente mas nada havia escrito no envelope. Ao levantar a vista mesmo que quisesse perguntar ou ter que assinar algo não adiantaria, ele já havia ido.
Tentei encontrá-lo perto de casa mas minha persistência foi em vão. A rua estava vazia, digamos que vazia até demais. Crianças não brincavam nela, as janelas das casas estavam fechadas e até mesmo os carros estavam nas garagens.
Talvez o melhor fosse voltar para casa, uma brisa fria me tomou e deixando arrepiada, sem dúvida deveria ter pego meu casado antes de sair de casa. O céu estava escuro com aparência que ia chover, já podia ouvir alguns relâmpagos, seria melhor eu me apresar.
Foi quando estava fechando a porta da minha casa que percebi - não tinha lido o conteúdo do envelope, mas assim como não tinha remetente também não havia conteúdo. Apenas folhas em branco e uma foto minha que parecia ter sido tirada na escola, mas a qualidade estava tão ruim que não conseguia identificar bem ao certo o local. Aquilo sinceramente me deixava frustrada e assustada.
Antes mesmo de colocar o envelope na mesa da cozinha a campainha tocou novamente acompanhada por uma batida na porta. O nervosismo me tomou, mas mesmo assim a abri.
Agora não havia ninguém para me recepcionar, mas no beiral da porta percebi que tinha um CD da minha banda favorita e junto a ele um outro envelope vermelho, mas novamente só havia um envelope sem conteúdo.
Por um instante senti alguém me observar, estaria eu ouvindo passos na escada?
Não sabia o que fazer, os minutos passavam e eu achava ainda mais que alguém estava se aproximando. Sem pensar muito deixei o envelope cair da minha mão e saí porta a fora correndo, seja lá o que fosse queria manter minha família em segurança.
Alguém me seguia enquanto corria podia ouvir a respiração ofegante e os passos pesados no asfalto. A chuva começou a cair e trovões me deixa ainda mais nervosa e com dificuldade de correr.
Virei a esquina tentei olhar para trás mas o que pude ver foi apenas um borrão, correndo ainda mais depressa tropecei caindo no chão.
Minha respiração estava acelerada e enquanto tentava me levantar uma sombra se aproximava de mim, cada vez mais perto e mais perto. Por instinto coloquei minhas mãos no rosto para me proteger e comecei a gritar descontroladamente.
- Filha! Filha, acorda! Está tudo bem foi só um pesadelo, minha nossa como você esta suada!- dizia uma voz aflita.
Abri meus olhos e levei um instante para me acostumar com a luz. Ainda estava em meu quarto exatamente em minha cama como se nunca tivesse saído dali.
- Que dia é hoje?- perguntei desorientada apalpando meu corpo. 
Minha mãe estava na beirada da minha cama e me olhava com aquele olhar de preocupação.
- O dia do seu aniversário filha, até aonde eu saiba. Você deve se acalmar ficar preocupada não vai fazer você voltar aos seus 15 anos! - disse ela rindo agora e desmanchando sua aparência de preocupada.
Talvez se soubesse realmente o que havia acontecido provavelmente não estaria rindo e sim em pânico como eu estava. As dúvidas que passavam em minha cabeça eram de se realmente aquilo era realidade ou apenas uma simples pertubação por conquistar a maior idade. No momento não havia mais nada perturbador que ser seguida por uma criatura por uma rua chuvosa.
- Vamos levante sua tia está na sala esperando você para sair com ela. Aliás, chegou um envelope pra você - disse me tirando um envelope do bolso de sua calça.
Com minhas mãos trêmulas peguei o envelope da minha mãe, mas assim como no pesadelo ele não tinha remetente muito menos conteúdo, apenas uma foto minha descendo as escadas da minha casa com o meu pijama listrado azul..

Fim.

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